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sábado, 11 de agosto de 2012
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terça-feira, 12 de junho de 2012
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terça-feira, 24 de abril de 2012
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domingo, 1 de abril de 2012
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sexta-feira, 16 de março de 2012
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Para dizer que te amo
Te amo
Fui a cada canto do mundo,
do meu mundo...
A cada estação, a te procurar
Só pra dizer que te amo ...
Contei aos meus versos, triste
Contei a poesia, ela ouvia calada,
sentada na lua
Enfeitada de estrelas ... me deu
de presente, uma constelação
Escrito teu nome...so para eu
dizer, num semi verso,
Te amo
Com todos os versos, que possa
escrever,
Direi, te amo, na mais absoluta
poesia
Te amo, mais antes, que ontem
te amo na minhas manhãs ...
Te amo, como primeiro pensamento,
quando o dia principia
Sulla Fagundes
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Colhendo tomates
Na horta, na hora
na minha hora
Se um dia estiveram verdes
não os vi .. dormi
Colhendo tomates
pequenos, para meu paladar
Quanto menores, mais enchem
as mãos
Enquanto plantava tomates ...
Perdi as horas ...
Devagar deito, olhando o tempo
Os tomates ficam lá olhando...
plantados ... parecem namorados
de mim...
E da janela os vejo, mas não sei
contar o tempo dos tomates
Apenas os colho, quando lembro
Quando estou acordada, para meus
lindos tomates
atravesso o pensamento, onde o tempo,
não sabe me contar ...nem deter
Assim como não sei contar o tempo,
dos tomates
Estranhamente olho o dia inteiro
Quando me lembro... da horta, e não
os vejo crescer, amadurecer
Quando esqueço como uma criança,
de um brinquedo...
Lá estão meus tomates, os salvo
na minha gula cega ...
Enquanto calmamente, os degusto, penso
que o tempo dos tomates são mágicos
E... o tempo não se entende .... ele passa
assim como passo a língua nas sementes
dos meus tomates ..
O tempo vingativo, me castiga a face em
rugas ... as quais amo, são presentes da
vida ... cada uma , vindo de varias estradas,
e estadias
Sempre colhendo tomates e não os conheço
apenas, aprecio o gosto
sulla fagundes
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Ninguém quer jogar
Vou tentar versar
Vou me lembrar
Vou costurar ...
Fazer minha colcha
entre meus remendos
Minhas linhas, tanto da
escrita, como do balaio
são confusas
Tenho linhas velhas ...
No rosto marcado ...
No balaio, de remendos
puídos ...
Minha colcha .. tem remendos
bobos feitos as pressas ...
Nas linhas .. verdades mentiras,
na escrita ...
Na colcha manchada ... repousa versos
costumeiros .. costurados
No balaio ... linhas escuras ao acaso ...
O poeta alfaiate ... espetado pelas agruras
procura confuso .. suas agulhas ...
Entre seus míseros farrapos ... versos a dedicar
rasgado .. rasgando a alma em poesia ...
Chora sobre a velha e intrigante mania
de tentar, sem magia, se salvar ...
sulla fagundes
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terça-feira, 13 de março de 2012
JOÃO REZA POR CHUVA
Assanhada, Maria sai de casa
João na lida, na roça, sem água,
a terra sofre
Sem João, Maria enfeita o pecado
Como moinho de vento, assanha
José
João só na colheita, farta, pensa
Maria, enfeitada, no pecado se afoga
A terra sonhada de João, não molha
Maria molha a camisola, suando a cada
poro
Afogado nos poros dela, José esquece
João
Amigo, irmão dela vicia, joga um terço
sobre a cama
Deita Maria, a mercê do seus desejos
Ela a própria fúria profana, João a
repousar os olhos no horizonte, clama
por chuva,
A pensar no custo dos apetrechos e enfeites
de sua Maria.
Na dura lida, satisfaz José, no corpo ostentado
entre enfeites perfumados .. que lhe cansa os
braços e rezas por chuva
Em brasa, logo ali tão perto, queima Maria em
suores desejados, entre pernas, obtusas
sulla fagundes
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POESIA DE SULLA FAGUNDES
pomar
Minha tia uma mulher incrivelmente intrigante
Morava afastada de todos decidira a não compartilhar
sua vida
Escrevia contos, poesias ... era livre pensadora entre
quintais ..compartilhados com poucos
Eu ainda menina, a caminho da escola, passava para
ve-la, seus olhos brilhavam ... e eu astuta, como toda
menina levada, pedia lhe para comer frutas do pomar.
Assim poderia engana-la perdendo o horário das aulas
Ela no alto de sua perspicácia dizia:
_ Menina, está na hora vá, leve as frutas que preparei.
Seus olhos diziam tanto... diziam mais que as palavras
mais que os abraços, afagos ... suas risadas entre cocegas
.. eram infantis ...Numa daquelas tarde perdi o horário ... ou
nos perdemos, como queríamos Colhemos frutas numa cesta
mágica, e delas fizemos um banquete ...ela entre caquis, peras
quiuis. Ela gostava de espreme-los sobre a maçã e lambia o nec
tar com delicadeza.Eram assim muitas de nossas tardes, deita-
das na rede da varanda, eu adorava ve-la sobre a maçã tão fa
minta saciando sua fome.
Numa tarde, minha tia foi buscar-me na escola.Tal minha ale-
gria com sua chegada mas enfureceu-se ao ver-me a conversar
balelas entre amigas e um rapaz a olhar-me
Aproximou-se, minha tia, e disse firme:
_ Vamos, seu pai a espera, já se faz tarde...
fomos e como sempre ... pegamos as frutas
porém neste dia fartava-se com ira ... louca
numa só mordida, esmagou os caquis quiuis
sobre a maçã amada, como fera ...Naquele dia,
sem frutas, ela manifestara sua fome numa
quimera . Esperança irrealizável de desejos ...
Desde então, jamais a vi ao longo de minha
vida ...
Ontem num súbito arrepio ao ve-la passar na
calçada... desejei tanto encontra-la um dia ...
Num pomar de lençóis nem que fosse, apenas,
uma de minha saudades, a qual pudesse matar
(sulla fagundes)
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SEM NOME
Alguém perde a identidade
Lendo-se nas linhas do outro
Identifica-se tanto, que as dedilha
Num tema bom de versar ....
Amor, como diz o poeta ... fonte
inesgotável de inspiração
Na falta dele .. quem sabe a raiz....
Do dedilhar... assinando um nome
o próprio, sem se importar ...
Com as pedradas que levará ...
Pateticamente ... não esconde
Patológico? seria ....
tomar para si a obra adulta....
Sem se importar quem a pariu ..
O orgasmo poético de tal momento ...
Onde estava o poeta .. e em que
tempo...
Sequer, o parir da emoção, regada
.... a sensibilidades em cólicas ...
Vem, lança mão , estupra a obra...
e a envaidece
Ela a bela.... a poesia, cabe o riscado
final
Segue absoluta .. inatingível, guardada
tatuada ... na alma do velho poeta
sulla Fagundes
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CARNAVAIS
Carnavais, puro, inferno
Cada quarta-feira em brasa
Labaredas, sob cinzas, ardendo
Traz as marchas, sussurradas
Complicada arte de brincar
Alucinada pelos confetes
Colombina ao inverso
Purpurina, lança ao deitar-se
Silhueta, ainda, desejada
Meninos, tolos, encantados
Mascarada... melindrosa em riso
e prosa
Sedução, sem relação, afetiva
Mulher, madura, na trilha
No rumo dos lençóis que escolhe
Uma noite, apenas ela, testemunha
a aurora
O quanto essa mulher é capaz
Desenhando seu corpo em suores fatais
sulla fagundes
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POESIAS DE SULLA FAGUNDES
CARNAVAIS
Carnavais, puro, inferno
Cada quarta-feira em brasa
Labaredas, sob cinzas, ardendo
Traz as marchas, sussurradas
Complicada arte de brincar
Alucinada pelos confetes
Colombina ao inverso
Purpurina, lança ao deitar-se
Silhueta, ainda, desejada
Meninos, tolos, encantados
Mascarada... melindrosa em riso
e prosa
Sedução, sem relação, afetiva
Mulher, madura, na trilha
No rumo dos lençóis que escolhe
Uma noite, apenas ela, testemunha
a aurora
O quanto essa mulher é capaz
Desenhando seu corpo em suores fatais
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POESIAS DE SULLA FAGUNDES
E AGORA
Sem travessuras, veja aurora
Sem meandros esquisitos, vá
mesmo entorpecida
Pode partir, lá fora há mais
amarguras
Veja a tua cara, sem cura
Há sombra a espreita, seja
eleita
Sinta as sombras nas moitas
Tanta estrada conhecida, há
cruzes as quias sinalizam
A cada mudança de sentimento
Procure o tempo, para uma conversa
ou o aceite, os meandros
Faça a mágica festa, da partida, risos
na chegada
Tropeço, esperado, a dois pés esquerdos
Caminhar direito mesmo assim, alinhada
Seja mais que as batidas do pulso
Num impulso, faça o que há de te enganar
Vá lá fora, escolha as roupas, penduradas na
corda
Encha o baú de esquecimentos, fica mais leve
de carregar
Prenda os cabelos, para chorar sem molhar a
franja
Ensope a lapela, do novo namorado e vá devagar
Embora seja fatal, que a condução da vida, traga
um novo momento, que comparado, deixa sedento,
desforme, a bagagem deixada, que é certo lembrar,
ter esquecido o agasalho
sulla Fagundes
Sem meandros esquisitos, vá
mesmo entorpecida
Pode partir, lá fora há mais
amarguras
Veja a tua cara, sem cura
Há sombra a espreita, seja
eleita
Sinta as sombras nas moitas
Tanta estrada conhecida, há
cruzes as quias sinalizam
A cada mudança de sentimento
Procure o tempo, para uma conversa
ou o aceite, os meandros
Faça a mágica festa, da partida, risos
na chegada
Tropeço, esperado, a dois pés esquerdos
Caminhar direito mesmo assim, alinhada
Seja mais que as batidas do pulso
Num impulso, faça o que há de te enganar
Vá lá fora, escolha as roupas, penduradas na
corda
Encha o baú de esquecimentos, fica mais leve
de carregar
Prenda os cabelos, para chorar sem molhar a
franja
Ensope a lapela, do novo namorado e vá devagar
Embora seja fatal, que a condução da vida, traga
um novo momento, que comparado, deixa sedento,
desforme, a bagagem deixada, que é certo lembrar,
ter esquecido o agasalho
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POESIAS DE SULLA FAGUNDES
CONDENADOS
Fadados a falar do tema
Sem conhecimento ou teor
Sem calma, o relato sem alma,
Segue embaralhado, com coringas
a mais nas mangas
Tais cartas as quais lhes salvam
Tolhidos, os pobres coitados
Decorando nas urgencias, o
sentimento mais antigo
Contorcidos, secos, os céticos
Numa tortura perturbada, sem
cuidado, repetem-se
E... jamais companheiro terem
sido
Confusão das paixões levianas
Fundem-se, em flertes fatais, e
conquistas
Na razão, e no rumo, eremita
Contra mão, sem correção, do que
não sente
A razão plena, iguaria, da poesia
O amor, não se faz fonte de sua
escrita
Meio morbido, entre paixões, arrastado
segue o poeta, aleijado num vão
escondido
Sem nunca ter amado, oco e vazio
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INFIÉIS CERTEZAS
Somente um último instante
Um breve silêncio, anunciava
Que meu mundo havia acabado
Surreal instinto,realidade la fora
Uma arruaça de babados e fitas
Detalhes, trancados nos versos ..
Era hora de morrer, na rede deitada
Meu mundo reduzido, corria a deriva
ao acaso
Sentidos perdendo a razão, a loucura
passeando, tentando se aboletar
Era a a hora de calar ou gritar e cegar
,confusos, pensamentos...
O inferno se instalando, os demônios ...
uivando
Entre anjos aposentados, pegos de
surpresa
Acabaram-se, enfim,todas as infiéis
certezas
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PAIXÃO
Chegue arrebentado, estou a espera
Pretendo obedecer-te, como doce geuixa
Mas revolva me, eleve inteira, serpente
Enrole com fúria, toda minha candura
Venha na plena onisciência, que perdura
Não avise, sequer,num olhar ou bilhete
Me enlouqueça a criatura em divindades
Seja meu maior instante, impulsiva lisura
Como fogo, me consuma,como enfermidade
Seja breve em sua chegada, deite preguiçosa
Traga bagagens o suficiente, muda se molde
Faço versos, miraculosos, a tua espera vinhedo
Não traga saudades, nas bagagens, minuciosa
Traga um fardo de carinhos, num propósito pulsado
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