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sexta-feira, 16 de março de 2012

Colhendo tomates

Na  horta,   na hora
na minha hora
Se  um dia  estiveram verdes
não os vi .. dormi 
Colhendo tomates
pequenos,  para meu paladar

Quanto menores, mais enchem
as mãos
Enquanto plantava  tomates ...
Perdi as horas  ...
Devagar deito, olhando o tempo

Os tomates ficam lá  olhando... 
plantados  ... parecem namorados
de mim...
E da janela  os  vejo, mas não sei
contar o tempo dos  tomates
Apenas  os colho, quando lembro

Quando estou acordada,  para meus
lindos  tomates
atravesso  o pensamento, onde o tempo,
não sabe  me  contar ...nem deter 
Assim  como não sei contar  o tempo,
dos  tomates 
Estranhamente olho  o dia  inteiro

Quando me lembro... da horta,  e não
os vejo crescer, amadurecer
Quando esqueço como  uma criança,
de um brinquedo...
Lá  estão  meus  tomates,  os salvo
na  minha  gula  cega ...
Enquanto  calmamente, os degusto,  penso
que o tempo  dos  tomates  são mágicos
E...  o tempo  não se entende  ....  ele  passa
assim como  passo  a língua  nas  sementes
dos  meus  tomates  ..
O tempo  vingativo,  me  castiga  a  face  em
rugas  ... as quais   amo,  são presentes  da
vida ...  cada uma , vindo  de varias  estradas,
e estadias 
Sempre   colhendo  tomates  e  não os  conheço
apenas,  aprecio  o gosto

sulla fagundes  

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